Lousada, 2017
Ano Municipal do Ambiente e Biodiversidade

Voluntariado para a conservação da biodiversidade

No âmbito do projeto IMPRINT+, cofinanciado pelo programa Erasmus+, que o Município de Lousada desenvolve, desde 2015, em parceria com a Universidade de Aveiro, resultaram já diversos programas de educação e intervenção ambiental, como o programa BioLousada e o projeto Plantar Lousada. Neste contexto surge, agora, com o apoio da Associação Bioliving e da Associação Portuguesa de Herpetologia (APH), a iniciativa Lousada Charcos que, para além de visar a conservação dos charcos e outros meios aquáticos do concelho, integrando, desse modo, o objetivo base do projeto IMPRINT+, designadamente a valorização dos recursos naturais e a educação ambiental, pretende educar para a sua importância ecológica. No decorrer dos trabalhos prevê-se o mapeamento, caracterização e criação de uma rede de charcos para a biodiversidade, tarefas que serão abordadas em ações educativas e de intervenção ambiental, direcionadas à comunidade escolar e ao público em geral, promovendo o conhecimento ambiental e o contacto com a natureza. Serão, de igual modo, envolvidos proprietários e agentes públicos que, através da disponibilização de terrenos para a implantação de charcos em áreas naturais ou naturalizadas, se comprometem com a estratégia e os princípios de conservação da natureza e de fomento da biodiversidade do território.

Os meios aquáticos são parte essencial dos ecossistemas e deles dependem uma grande parte da biodiversidade que, por sua vez, presta importantes serviços ecológicos. No caso dos charcos, estes foram outrora um importante recurso para as atividades humanas pelo aprovisionamento de água para os campos e para o gado, e também pelas ricas populações de anfíbios, libélulas e outros seres que exerciam controlo biológico sobre as pragas agrícolas. Com a mecanização e intensificação da agricultura, os serviços oferecidos pelos charcos foram sendo substituídos por métodos mais eficazes a curto prazo, mas frequentemente com consequências ambientais nefastas a longo termo. Este panorama, no qual se insere também a aceleração da expansão urbana e a falta de medidas específicas de gestão dos recursos naturais, veio causar o declínio dos charcos e da fauna e flora que abrigam.

Por outro lado, para além de serem excelentes sumidouros de carbono, ajudando na regulação climática, os charcos constituem elementos fundamentais para a qualidade ambiental e paisagística de qualquer região, proporcionando importantes oportunidades educativas, de recreio e até de valorização económica, como constatado no projeto IMPRINT+, cujo caráter inovador e trabalho realizado em matéria de Educação para o Empreendedorismo Verde granjeou, recentemente, o reconhecimento oficial da Comissão Europeia.

A conservação e valorização dos charcos reveste-se, deste modo, da mais elementar importância. Vamos construir uma rede de charcos para a vida selvagem em Lousada. Todos podem contribuir!

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