Lousada, 2019
Ano Municipal da Educação

Monumentos e sítios

Em Lousada podemos descobrir muitos monumentos e sítios onde a história, o património e o meio ambiente se conjugam e proporcionam perspectivas únicas e vivências culturais que caracterizam de forma singular o território deste concelho. Locais em que a acção intemporal do Homem sobre a paisagem promove um diálogo que não se concretiza somente na observação de um monumento ou de uma panorâmica – é toda a envolvente que comunica e cristaliza fragmentos do passado.


As casas senhoriais, grande parte delas sucedâneas das primeiras iniciativas de povoamento da região, persistências possantes da Idade Média, pontoam o território com uma frequência que surpreende. Percorrer as estradas e caminhos do concelho leva-nos ao encontro desses centros da vida agrícola, económica e social, uns como referências do passado – Casa de Ronfe, Casa de Alentém, Casa da Bouça, Casa do Porto, Casa de Rio de Moinhos – outros desenvolvendo ainda a actividade agrícola numa lógica de aproveitamento turístico e cultural – Casa de Juste, Casa da Tapada, Casa de Vila Verde e Casa de Vilar.


Os edifícios religiosos constituem outra marca durável das realizações e motivações dos povos, na sua vertente mais espiritual. As igrejas, como centros congregadores da comunidade de fiéis, sobrevêm como registos e representações de conjunturas passadas. A Igreja de São Lourenço de Pias com o seu magnífico retábulo joanino, a Igreja de São Vicente de Boim com a sua invulgar planta ou a Igreja de São Miguel e os seus intrigantes modilhões. Seria exaustivo citá-las todas, mas cada uma delas reúne particularidades que sugerem a sua descoberta.


As capelas e ermidas suscitam uma motivação diferente, pois conservam as devoções de carácter mais popular, onde mais dificilmente se faziam observar as determinações canónicas. No centro da Vila a Capela do Senhor dos Aflitos impõe-se e afirma-se como postal ilustrado, mas, logo ao pé, a Capela da N. S. do Loreto deixa bem vincado que, outrora, foi o centro devocional do velho Torrão. As tradicionais romarias minhotas, que ainda hoje persistem com alegre vitalidade, famosas pelos milagres, pelas virtudes das águas ou pelos exuberantes andores, têm como centro lugares que favorecem a teofania. Nomear o Santuário da N. S. Aparecida ou o conjunto das capelas de Santa Águeda e de São Cristóvão é fundamental. Noutros locais, como na Capela de São Bartolomeu, as festividades perderam fulgor, mas a qualidade invulgar do edifício e do seu retábulo impõem a visita.


Mas voltemos à arquitectura civil e a edifícios que, apesar de mais recentes, não deixam de estar profundamente associados à história do concelho. No lugar da Oitava, Pias, esteve instalada a antiga Casa da Câmara e da Audiência pelo menos desde os inícios do século XVI. Só por volta dos meados da primeira metade do século XVIII se procedeu à transferência da sede do concelho para o lugar do Torrão, actual Vila de Lousada. Os Paços do Concelho, do início do século XX, e o antigo Tribunal Judicial, de finais de Oitocentos, são os sucessores dessas instituições de Antigo Regime, cuja ordem o Liberalismo veio alterar. Sobrevive o Pelourinho, manifestação simbólica do poder judicial e municipal. A antiga estrada do Porto, actual Rua de Santo António, que atravessava o Torrão, configurando uma rua e uma antiga centralidade, suscita uma visita, por entre casas setecentistas, capelas, fontanários e memórias inscritas em padieiras.

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